O Natal da Dívida: Endividamento das Famílias Penhora o Futuro

As luzes de Natal estão acesas, os shoppings estão lotados e os telejornais celebram o “aquecimento do comércio”. Mas por trás das sacolas de presentes, existe uma bomba-relógio silenciosa: o recorde no Endividamento das Famílias.

Dados recentes mostram que a inadimplência no cartão de crédito continua em níveis alarmantes. O brasileiro não está comprando porque tem renda sobrando; está comprando porque tem crédito fácil e caro. Estamos financiando uma “bolha de felicidade” temporária a juros que ultrapassam 400% ao ano no rotativo.

A Armadilha do Cartão de Crédito

O sistema financeiro brasileiro é uma máquina de moer pobres. O Endividamento das Famílias é incentivado por bancos que oferecem limites muito acima da capacidade de pagamento do cliente.

No Natal, o apelo emocional fala mais alto. O pai de família, que teve seu salário corroído pela inflação (como vimos no artigo anterior), usa o cartão para garantir um presente digno para o filho. O problema é janeiro. Quando a fatura chega, o sonho vira pesadelo.

Renda Estagnada, Crédito Fácil

O crescimento do consumo não é sustentado pelo aumento da produção ou dos salários, mas pela financeirização da vida.

Isso é consequência direta dos Juros Reais abusivos que praticamos no Brasil. O banco lucra duas vezes: na taxa da maquininha do lojista e nos juros do consumidor endividado. O Endividamento das Famílias transformou o cidadão em um servo da dívida. Trabalha-se o mês inteiro não para construir patrimônio, mas apenas para pagar os juros da dívida passada.

Cartão de crédito preso em uma ratoeira, simbolizando a armadilha do endividamento.

O Lucro do Sistema Financeiro

Enquanto as famílias cortam a carne para pagar o banco, as instituições financeiras batem recordes de lucro trimestre após trimestre.

O Natal é a data mais lucrativa para eles, não para o comércio. (Link Externo) Portais como o UOL Economia trazem dados assustadores sobre o percentual de famílias que não terão como pagar as contas em janeiro. Precisamos falar sobre teto de juros e educação financeira real, não essa farra de crédito predatório que escraviza o futuro do país.

Família brasileira sentada à mesa da cozinha olhando preocupada para várias contas e uma calculadora.

Participe da Análise

O debate está aberto: O seu Natal foi pago à vista ou financiado a perder de vista? Os bancos deveriam ter limites mais rígidos para juros no cartão? Deixe seu comentário e participe ativamente da discussão.

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