Déficit Zero: A Promessa Quebrada e o Dólar a R$ 6,00

A âncora fiscal que segurava a credibilidade da economia brasileira se soltou. O governo federal admitiu, nesta reta final de 2025, que a meta de Déficit Zero não será cumprida. O rombo nas contas públicas deve ultrapassar a casa dos R$ 100 bilhões, frustrando o mercado e, principalmente, o bolso do consumidor.

A reação foi imediata e brutal: o dólar rompeu a barreira psicológica e histórica, sendo cotado a R$ 6,00. Não é apenas um número numa tela de investimento; é o preço do pão (trigo importado), da gasolina e do gás de cozinha subindo na semana que vem.

A “Contabilidade Criativa” Não Funcionou

Durante todo o ano, o Ministério da Fazenda tentou fechar as contas com medidas de aumento de arrecadação — taxando as Bets, os super-ricos e as importações. Mas o problema nunca foi a falta de receita, e sim o excesso de despesa.

Como alertamos no artigo sobre Corte de Gastos, o governo se recusou a enfrentar os gastos estruturais e o Orçamento Secreto. Preferiu apostar que arrecadaria bilhões extras que nunca se concretizaram. O resultado é a perda de credibilidade. Quando o governo gasta mais do que ganha, ele precisa emitir dívida ou imprimir dinheiro. Ambos geram inflação e desvalorização da moeda.

Uma nota de 100 reais queimando nas pontas, com o reflexo de um gráfico do dólar subindo ao fundo.

Dólar a R$ 6,00: O Imposto Invisível

A desvalorização do Real é o imposto mais cruel que existe, porque ele não precisa de aprovação no Congresso. Ele simplesmente acontece. Com o dólar a R$ 6,00, toda a cadeia produtiva encarece. O diesel do caminhão sobe, o frete sobe, e o tomate na feira sobe.

O portal Investing.com destaca que investidores estrangeiros estão retirando capital do Brasil em ritmo recorde, temendo a instabilidade fiscal para 2026. O Brasil virou um país arriscado demais para deixar dinheiro parado, a não ser que o juro seja exorbitante.

A Culpa é de Quem?

O governo culpa o Banco Central pelos juros altos (que encarecem a dívida). O Banco Central culpa o governo pela gastança (que impede a queda dos juros).

Ministro Fernando Haddad em coletiva de imprensa com a mão no rosto, parecendo preocupado, com microfones à frente.

Nesse jogo de empurra, quem perde é a classe média e os pobres. A promessa do “Déficit Zero” virou lenda urbana. E para cobrir o buraco, a solução que se desenha para 2026 é velha conhecida: aumento de impostos ou retorno da inflação.

Participe da Análise

O debate está aberto: Você já sentiu o impacto do dólar a R$ 6,00 no supermercado? Acredita que o governo deveria cortar gastos ou aumentar impostos para fechar a conta?

Deixe seu comentário e participe ativamente da discussão.

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *