Na Contramão do BRICS: Enquanto o Mundo Investe, o Brasil Corta

O mundo está mudando rápido. As potências emergentes, lideradas pela China, estão usando o Estado como motor de desenvolvimento estratégico. No entanto, o Brasil no BRICS parece ser o sócio que não entendeu a nova dinâmica do clube.

Enquanto nossos parceiros aceleram investimentos em infraestrutura e tecnologia, Brasília segue presa ao dogma do “déficit zero” e da austeridade a qualquer custo.

Hoje, analisamos como essa divergência nos isola e nos condena ao atraso, mesmo fazendo parte do bloco mais dinâmico do planeta.

O Dogma Fiscal vs. Estratégia de Desenvolvimento

A diferença é gritante. A China anuncia pacotes trilionários de estímulo à sua economia. A Índia investe pesado em tecnologia. A Rússia reorganiza sua estrutura produtiva.

Em contrapartida, o debate econômico no Brasil gira em torno de onde cortar verbas para agradar as agências de risco.

Nós já alertamos sobre essa diferença fundamental no nosso primeiro artigo: Do Teto ao Arcabouço: A Lição Ignorada da China.

Lá, mostramos que usar a dívida pública para construir ativos (como ferrovias e portos) não é gasto, é investimento. O Brasil no BRICS é o único que ainda trata investimento como despesa corrente.

Trem-bala futurista do BRICS ultrapassando uma carroça lenta com a bandeira do Brasil, simbolizando o atraso no modelo de desenvolvimento nacional.

O Risco da Irrelevância Geopolítica

Fazer parte do BRICS não é apenas posar para fotos nas cúpulas anuais. É alinhar estratégias de poder.

Se o Brasil continuar obcecado em ser o “bom aluno” do neoliberalismo financeiro dos anos 90, perderá o bonde da história do século 21.

Consequentemente, corremos o risco de nos tornarmos apenas o fornecedor de matéria-prima barata para as nações do bloco que decidiram se industrializar.

Por isso, a postura do Brasil no BRICS precisa mudar de uma adesão protocolar para uma integração estratégica de modelos de desenvolvimento.

Mapa múndi mostrando os países do BRICS conectados por redes de energia, exceto o Brasil, que aparece isolado e desconectado, criticando sua falta de integração estratégica.

Acompanhe as notícias sobre a expansão do bloco e as estratégias dos outros países em portais internacionais ou na seção de mundo do Opera Mundi.

Portanto, enquanto nossos parceiros constroem o futuro com concreto e aço, o Brasil tenta construir o futuro com planilhas de Excel que só fecham no papel, mas que sangram a economia real.

Participe da Análise

O debate está aberto: O Brasil deve seguir o modelo de investimento da China ou manter a austeridade fiscal?

Seremos apenas a “fazenda” do BRICS ou um parceiro industrial igualitário?

Deixe seu comentário e participe ativamente da discussão.

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