Fundo Eleitoral de 2026: R$ 6 Bilhões para a Festa da Democracia?

Existe uma máxima em economia que diz: “orçamento é a expressão das prioridades de um governo”. Se olharmos para o planejamento orçamentário que começa a ser desenhado para as eleições de 2026, a mensagem de Brasília para o povo brasileiro é clara e cruel: a manutenção do poder político vale mais do que a saúde ou a educação dos seus filhos.

Nos corredores da Comissão Mista de Orçamento (CMO), já se fala abertamente em um novo recorde para o Fundo Eleitoral de 2026. A cifra discutida ultrapassa a barreira dos R$ 6 bilhões, superando os valores astronômicos de 2022 e 2024.

Estamos construindo a democracia mais cara do mundo, financiada com o suor de quem não tem saneamento básico.

A Prioridade Invertida

É revoltante contrastar esse número com a realidade fiscal do país. Na semana passada, o governo e o mercado financeiro debatiam intensamente a necessidade de um doloroso Corte de Gastos, mirando na carne dos beneficiários do BPC e no piso da Saúde.

Dizem que “não há dinheiro” para reajustar o salário mínimo dignamente, mas magicamente encontram-se R$ 6 bilhões para imprimir santinhos, pagar marqueteiros de luxo e alugar jatinhos durante a campanha. O Fundo Eleitoral virou um buraco negro que engole recursos públicos sem entregar nenhuma melhoria na qualidade da representação política.

Urna eletrônica brasileira cercada por pilhas de dinheiro, com o Congresso Nacional ao fundo.

A Conexão com o Orçamento Secreto

O Fundo Eleitoral de 2026 não opera sozinho; ele é a cereja do bolo de um sistema viciado. O parlamentar já chega na eleição com a vantagem desleal das “Emendas Pix” que discutimos no artigo sobre o Orçamento Secreto.

Ele usa o dinheiro da emenda para comprar o apoio do prefeito e o dinheiro do Fundo para comprar a visibilidade na TV. Isso cria uma casta política quase inamovível. A renovação no Congresso torna-se impossível, pois quem está fora não tem acesso a essa montanha de dinheiro público.

O Silêncio da Oposição e da Situação

O mais curioso sobre o aumento do Fundo é o silêncio cúmplice. Partidos de esquerda e de direita, que fingem brigar no plenário, votam de mãos dadas quando o assunto é aumentar a verba de campanha.

É a união sagrada da Oligarquia do Veto: a autopreservação acima do interesse público. Enquanto o cidadão conta moedas para pagar a conta de luz, seus representantes preparam o maior banquete eleitoral da história.

Mãos de políticos dividindo um bolo feito de notas de Real em uma mesa luxuosa.

Participe da Análise

O debate está aberto: Você financiaria a campanha do seu candidato com seu próprio dinheiro ou prefere ser obrigado a pagar via imposto?

O Fundo Eleitoral deveria acabar ou ser reduzido? Deixe seu comentário e participe ativamente da discussão.

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